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A SATISFAÇÃO PESSOAL: uma forma positiva de reconhecer o seu empenho

A harmonia entre a vida pessoal e profissional são elementos da natureza                                                                                                                                                                           Por Luiza Ricotta

 A satisfação pessoal é uma escolha, um caminho que torna possível obter o tão esperado prêmio de sentir-nos realizados. Esse sentimento é uma proporção do sucesso, de sensação de êxito com relação a uma empreitada, principalmente neste segmento de concursos, de investimento na carreira solo.

Se todos os esforços estiverem sendo feitos para sua satisfação, estará mais próximo de seguir critérios que o identificam, que fazem sentido para você e com a história que você traçou até o momento.

Podemos ter a dimensão do resultado de nosso empenho, através de resultados concretos, de uma classificação no concurso que se deseja, do retorno financeiro por um trabalho realizado. No entanto, tal conquista poderá deixar de ser representativa se, considerarmos a sua realização como pessoa, em todas as suas necessidades, ter sido alcançada, e conseqüentemente, outras prioridades virão.   Tanto que a  realização do projeto de carreira se for vivido de forma idealizada, dará a sensação de insatisfação em razão de se ver numa vida com poucas movimentações.

Sempre atrelado à realização de outros tantos desafios: casar, ter filhos, ter um padrão de vida melhor, conquistar a independência financeira, ingressar no mestrado, tornar-se docente, enfim, muitos sonhos são idealizados e  condicionados à aprovação. De algum modo, quem é classificado, aguarda por ser chamado, anseia pela remuneração tão almejada, e até faz planos com algo que um dia poderá vir a ganhar. Compõem um cenário de vida que somente acontecerá quando estiver diante da realidade da sua aprovação.

 O sentimento de realização se eleva com as demais áreas da vida, onde você é mais que um “fazedor de provas”, e sim um profissional que depende das suas condições pessoais globais.

Sendo assim temos retorno positivo com um diferencial mais extenso, o ganho será além de tudo, emocional. E certamente estará presente em grande parte de nossas metas e muitas vezes nos confundindo e quando a expectativa financeira não ocorre é quando mais nos avaliamos negativamente. Somos extremamente cruéis e decretamos o nosso fracasso, desconhecendo que ali houve também outros tipos de ganhos, outras formas de gratificação e até talvez por isso o retorno financeiro não tenha sido aquele esperado. A confusão em torno disso chega a ser algo muito comum entre as pessoas. Há aqueles que se valorizam pelo que tem; ou seja, os bens materiais representam poder, status e referência de sucesso; outras pessoas por sua vez realizam-se conseguindo adquirir bens materiais como também bens humanos, aqueles ganhos chamados de emocionais, que enriquecem o nosso dia-a-dia e nos dão a sensação de sermos realizados e até felizes. Há outras pessoas que praticamente são desprovidas de interesses materiais e dedicam-se às causas, às idéias, a uma filosofia de vida. Sentem-se satisfeitas com o que são e procuram criar alternativas de subsistência que é fundamental para viverem dignamente e seguem um percurso de vida calcado em seus ganhos emocionais, em ganhos que a tornam uma pessoa rica em sentimentos positivos com relação a si mesmos.

Não haveria sentido algum se na expressão da conduta humana não estiver também embutido o ganho. Descobrimos que temos um tipo de ganho em certas situações, mesmo quando parecemos exteriormente estar perdendo. Temos também modos de nos boicotar, impedindo assim o nosso sucesso pleno e criando um emaranhado à nossa volta.

Nem sempre a gratificação vem da maneira usual e costumeira, por isso precisamos achar o sentido verdadeiro de nossas realizações respeitando o critério adequado relativo à nossa pessoa e assim podermos nos avaliar,  se de fato obteve o sucesso esperado. Podendo ser coerente em nossa avaliação pessoal.

O retorno é emocional. O ganho é em longo prazo. Dificilmente temos noção de nosso êxito se para isso não adotarmos o critério correto para cada objetivo específico. Dê uma chance a você mesmo. Aprenda a recompensar-se pelo seu próprio esforço e empenho. Dê esta satisfação a você!

Não podemos nos desacreditar, acharmos que estamos sendo falhos quando podemos estar negligenciando algo muito precioso: ter fé! A crença de que pode conquistar e alcançar.

Se enxergar-se aleijado, faltante, vivenciará este período de conquista com um gosto amargo de quem poderá alcançar, quando você precisa de estímulo real como o de se sentir satisfeito com o que é e quem é no momento.

Luiza Ricotta é psicóloga e profª universitária. Trabalha com Performance Pessoal e Profissional na preparação de candidatos. Mestre pelo Mackenzie,SP. Pós graduada pela PUC SP e pela Federação Brasileira de Psicodrama. Autora do livro Vida de Candidato à carreira Pública: estudo – performance – carreira”, SP:FMB, 2009 e de diversos livros de psicologia, educação  e autoconhecimento.     Email.: profluizaricotta@hotmail.com

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